27/12/2016

A Operação Prato - UFOs no Pará



A Operação Prato foi uma investigação militar realizada pelo 1° Comando Aéreo Regional, entre os meses de outubro e dezembro de 1977, com o objetivo de investigar o aparecimento e movimentação de OVNIs nos municípios de Vigia, Colares e Santo Antônio do Tauá, no estado do Pará. Documentos oficiais guardados no Arquivo Nacional, em Brasília, e documentos extraoficiais vazados e divulgados pela mídia são os principais registros do período.

Em outubro de 2008, o Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica – CENDOC, enviou ao Arquivo Nacional de Brasília envelopes com os primeiros documentos sigilosos sobre OVNI, após uma campanha iniciada em 2004 pela liberdade de informação sobre objetos voadores não identificados, que recolheu milhares de assinaturas, capitaneada pela Comissão Brasileira de Ufólogos – CBU. Em abril de 2009, novos lotes foram liberados e finalmente apareceram os primeiros documentos sobre a operação militar no Pará.




Ainda em 2009, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência – GSI, liberou lote de documentos do antigo Serviço Nacional de Informações – SNI, sobre a operação no Pará. O lote continha várias páginas iguais ou semelhantes àquelas existentes nos relatórios vazados, confirmando a autenticidade de muitas delas. O principal documento liberado pelas autoridades chama-se “Registros de Observações de OVNI”, uma coletânea de 130 registros, emitido pelo I COMAR, e enviado ao Estado Maior da Aeronáutica em fevereiro de 1979.

Um cruzamento desses registros oficiais com existentes em documento vazado, denominado “Resumo Sintético Cronológico”, onde estão relacionadas 284 observações militares e relatos de civis, permite obter 99,2% de comparações positivas entre os documentos nas datas e horários, com descrições entre idênticas e muito semelhantes, com apenas um registro em cento e trinta sem seu par correspondente. Outro cruzamento, desta vez de um subconjunto de 122 observações militares de 1977, do vazado “Resumo Sintético Cronológico”, com seus pares registrados nos relatórios de missão vazados, obtêm-se uma correspondência 94,2% de comparações positivas. 



Esses documentos estão disponíveis na rede, os oficiais e os vazados. No site do Arquivo Nacional, sob o código de referência BR AN, BSB ARX, é possível ter acesso por meio digital a todos os arquivos oficiais OVNI liberados até o momento. Os vazados, entregues a ufólogos, estão hospedados no site mantido pela Revista UFO. 


Alguns dos avistamentos documentados:

Em 18 de outubro de 1977, a população do município de Vigia, 99 km de Belém, presenciou às 18h45min o ostensivo surgimento de objetos cruzando o céu, causadores, aparentemente, de um apagão de energia elétrica. O prefeito relata ter ouvido rumores nas ruas “dando conta que um objeto estranho cruzava os céus em espantosa velocidade e lançando uma luz amarela. Como já tivesse ouvido falar na aparição desses objetos, correu até a janela de sua casa, divisando então a olho nu quando um subia da Ilha de Tapará, que fica localizada por trás da cidade, sem ruídos e sem deixar rastros tomava rumo do povoado de Santo Antônio de Ubintuba”. A reportagem de 20 de outubro de 1977 do jornal A Província do Pará sobre objetos sobrevoando Vigia do Nazaré e sobre o desespero reinante no povoado de Santo Antônio do Ubintuba ("Ubintuba pode ser abandonada”), acrescida da manifestação do prefeito claramente a favor da ajuda militar, coloca em cena o Primeiro Comando Aéreo Regional.






Em 1 de novembro de 1977 – 19h00min – Município de Colares. Um corpo luminoso amarelado de forte intensidade vindo da Baía do Sol, inicialmente a 2.000 m de altitude entrou no campo de visão dos militares e da população. Vinha em trajetória descendente ligeiramente curva emitindo lampejos azulados intensos. Possuía em sua parte superior um semicírculo avermelhado. Sua velocidade era cerca de 800 km/h, mas na retomada do voo em ascensão acelerou surpreendentemente, atingindo velocidade supersônica, curvou levemente no sentido contrário à primeira curva, alterou sua cor para vermelho rubro e parou de emitir os lampejos azulados.

Em 6 de novembro de 1977 05h20min e 05h25min – Município de Colares. Às 05h20min, vindo da direção sudoeste, sobre a Baia do Marajó, a 5.000 m de distância um corpo luminoso de cor amarelo avermelhado seguiu uma trajetória reta descendente, emitindo lampejos intermitentes azulados de intenso brilho. Chegou a 500 m de distância e 200 m de altitude. Abruptamente virou para a esquerda na direção sul-sudeste, em ascensão, com recuperação de velocidade, subindo para 3.000 m de altitude e atingindo velocidade supersônica, sem emitir boom sônico ou deslocar o ar, numa rota em direção ao município de Tauá em longa reta. Às 05h25min outra passagem de corpo luminoso amarelo avermelhado, vindo da Baía do Marajó pela direção nor-noroeste, começou a ganhar grande velocidade. O objeto procedeu a uma curva em ascensão a esquerda, quando a distância estimada de 800 m, fez outra curva agora para o nordeste, nesse momento foi estimada em 1.500 m sua altitude e velocidade acima de 800 km/h; assumiu uma trajetória reta, desaparecendo rapidamente.

Em 25 de julho de 1978 - Jornal do Estado do Pará. (...) "Às duas da madrugada, abrigados no carro devido à forte chuva, os repórteres do "O Estado" foram despertados por um acentuado foco de luz, que ultrapassou, por incrível que pareça, a estrutura metálica do teto do veículo. Sobressaltados, saíram rapidamente. Comprovaram, então, já um pouco distante do carro, que um foco de luz em forma de tubo, com cerca de 10 polegadas de diâmetro, era dirigido do alto sobre o teto do carro, ultrapassando a chapa metálica." (...)





No Linha Direta

No vídeo abaixo, o extinto programa Linha Direta da Globo analisa, em detalhes, este que é um dos casos mais bem documentados da ufologia brasileira.




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