04/12/2016

A Origem da Loira do Banheiro



Todo adolescente já ouviu a lenda da loira do banheiro. Ela aparece em banheiros de escolas, geralmente após alguém realizar uma sequência de ações pré-determinadas: pode ser gritar seu nome três vezes na frente do espelho, chutar a privada e falar palavrões ou mesmo dar a descarga com um fio de cabelo no vaso sanitário. Dependendo da escola onde a lenda é contada, pode ser tudo isso junto. O que você talvez não saiba é que a loira do banheiro existiu de verdade – e tem uma história cheia de atitude para sua época!

A versão contada em Guaratinguetá sobre a "Loira" é de que ela foi forçada pelo pai, o Visconde de Guaratinguetá, a casar aos 14 anos com um homem influente da cidade. Pouco tempo depois, no entanto, fugiu. Vendeu suas joias e foi para Paris com apenas 18 anos. Na Europa, usou sua fortuna para frequentar bailes da alta sociedade.





O corpo de Maria Augusta voltou ao Brasil apenas após sua morte, cujas causas são desconhecidas. À época, uma das empregadas do casarão onde ela morou no Brasil afirmou ter visto o espelho do local se quebrar assim que a jovem faleceu. No navio na volta ao Brasil, o caixão onde o corpo de Maria Augusta estava foi violado. Ladrões queriam as joias, que estavam junto ao corpo. Com isso, perdeu-se seu atestado de óbito.

"Ninguém sabe do que ela morreu até hoje. Chegando aqui, ficou na casa [hoje a escola estadual Conselheiro Rodrigues Alves] em uma redoma de vidro, onde as pessoas diziam que tinham visto ela pedindo para sair da redoma, que ela não podia ficar lá. O corpo ficou na redoma enquanto faziam o túmulo dela no Cemitério dos Passos em Guaratinguetá. Por isso nasceu a lenda. De que ela saiu da redoma e desde então anda pela casa", disse Liane Pellegrine, professora da sala de leitura da escola Conselheiro Rodrigues Alves.





Uma das versões para a morte de Maria Augusta é a hidrofobia (raiva), que ainda acontecia na Europa naquela época e tinha como um dos sintomas a desidratação. "Como diziam ver ela andando pedindo para ser enterrada, quando ouviam um barulho estranho no banheiro, começaram a dizer que era ela indo às torneiras para tomar água", diz Gilberto Borges, diretor independente que está produzindo um filme sobre a lenda da Loira do Banheiro.

Em 1902, a mansão do Visconde de Guará se transformou em uma escola. Em 1916, a lenda ganhou força quando a escola pegou fogo de forma misteriosa. O prédio teve de ser reconstruído. Mas a lenda seguiu viva. Na escola, são atribuídos a ela barulhos estranhos ouvidos. Nos primeiros anos, houve relatos de alunos que viam a torneira abrindo mesmo com o banheiro vazio.

"Falam sobre chutar o vaso sanitário, que ela aparece nos espelhos. Mas isso já é uma adaptação que ela ganhou da Blood Mary (lenda americana) com os anos. Essa lenda diz que se falar o nome dela três vezes no espelho, ela aparece. Isso já é uma adaptação. Veio conforme a história se espalhou pelo Brasil. O original é que ela abre as torneiras para beber água porque está sempre com sede", disse Gilberto.

A seguir indicamos um documentário feito pela TV Galena analisando esta famosa lenda urbana.





E aí, você acredita nessa lenda urbana? Deixe sua opinião aí nos comentários! Já viu a loira do banheiro?! Mande sua história através do e-mail oassustadorblog@gmail.com


Texto revisado. Fonte