28/12/2016

Coulrofobia



Olá, galera do terror!


Neste post, a gente falou um pouco sobre Aracnofobia. Lembram que eu comentei que iria falar primeiro sobre as minhas fobias? Hoje é a vez da Coulrofobia, que é o medo patológico de palhaços. (Sim, eu sofro disso.)
Recentemente viralizaram na mídia os ataques de uns palhaços assustadores que teriam, inclusive, chegado ao Brasil. Se você tem medo de encontrar um palhaço macabro desses na rua, não se preocupe, isso não é caracterizado como coulrofobia, e sim um medo normal, de uma figura que mexe com seus instintos de proteção. É um medo natural, como de ladrões, por exemplo.




A coulrofobia se caracteriza pela aversão à figura do palhaço comum (além dos horripilantes, claro), aquele que geralmente faz a alegria da criançada, e até de adultos. “A síndrome coulrofóbica se mostra presente quando a pessoa tem pavor ao se deparar mesmo que seja com uma imagem de um palhaço normal, não assustador. Essa pessoa pode ter sintomas como palpitação, falta de ar, sudorese, náuseas ou até iniciar uma crise de pânico”, de acordo com a psicóloga Priscilla Figueiredo, do site Psicologia para Curiosos. Eu mesma, já passei vexame em shopping ao me deparar com o Ronald McDonald (aquele da rede de fast food), inclusive largando meu filho no restaurante.

A causa da fobia é muito subjetiva, ou seja, cada pessoa a desenvolve de acordo com sua história pessoal. Ela pode, inclusive, surgir após contato com um palhaço assustador fictício ou com palhaços assassinos, tipo estes divulgados na mídia.

Especialistas dizem que a síndrome sempre tem fundamento no psicológico da pessoa, e pode até não ter surgido, necessariamente, com uma figura de palhaço. “Alguns estudiosos dizem que mesmo uma pessoa que não passou por nenhuma dessas vivências pode ter medo de palhaço devido a fantasia de trabalho deste, que provoca o medo do misterioso, intrínseco em todos nós. Ou ainda devido ao fato do personagem estar “mascarado”, há uma associação entre máscara e o não temer as consequências, levando a pessoa mascarada a tomar atitudes as vezes cruéis de forma protegida, visto que esses comportamentos não serão associados ao seu rosto”, garante Priscilla.




Coulrofobia tem tratamento e, ao contrário do que muitas pessoas dizem e de métodos utilizados por alguns profissionais, enfrentar o medo pode não ser a solução mais segura para a cura dessa fobia, pois pode agravar o trauma ainda mais. “A forma com que eu trabalho é compreender qual é a motivação – na maioria das vezes inconsciente – que faz a pessoa desenvolver tal fobia. A partir disso, há a possibilidade de ressignificar essa vivência para algo não tão ameaçador. Nesse caso, o próprio paciente escolhe em que momento e em qual intensidade quer se expor ao objeto de medo, indo no tempo dele para que esteja preparado”, finaliza ela.

A coulrofobia pode realmente ser constrangedora em alguns momentos, dando a impressão que o paciente é uma pessoa adulta que ainda carrega medos que seriam infantis. Eu também já deixei de ir a aniversário de criança com tema de circo, entre outras coisas. Em minha casa não deixamos meu filho assistir Patati Patatá. Nada contra os atores ou o programa, mas para um coulrofóbico, realmente não rola. Se você, ou alguém que você conhece, sofre desse mal, não deixe de procurar ajuda profissional.

Você tem coulrofobia? Faça o teste, assistindo ao video abaixo e deixe seu comentário.