05/06/2017

A Verdadeira História de Alice no País das Maravilhas



Olá, sobrinhos! Esta não é uma história que você vá encontrar ao fazer uma pesquisa básica no Google. Provavelmente também não encontrará pesquisando em livros. Eu, recentemente, fui a uma festa cujo tema era este e fiquei, junto com Mimikyu, confabulando sobre a verdade por trás da história da menina perdida no País das Maravilhas e resolvi me aprofundar no assunto.

Os grandes contos de fadas foram escritos em outra época, quando a realidade era bem diferente de hoje e os valores, extremamente conservadores. Então, ter uma filha esquizofrênica era considerado uma aberração, quase um crime. Os pais de Alice decidiram interná-la em um sanatório, e ela permanecia, na maior parte do tempo, sob efeito de medicações que a dopavam. Quando não estava sob efeito dos remédios, era abusada sexualmente por funcionários do hospital. A menina tinha apenas 11 anos.




Cada personagem, assim como objetos da história, tem a ver com algum desejo ou experiência de Alice no sanatório.

O buraco pelo qual ela entra no País das Maravilhas, é, na verdade, uma janela de seu quarto, local em que ficou presa durante toda a sua vida, de onde ela desejava sair e conhecer o mundo à sua volta, passando pelo tal "buraco".

O Coelho Branco, para ela, representava o tempo. Aquele tempo que ela desejava que passasse logo, para que um dia ela pudesse se ver livre daquele lugar. Daí, o coelho estar sempre se referindo ao tempo, portando um relógio.

O Chapeleiro Maluco era outro interno, o seu melhor amigo. Alguém que deixava sua vida no hospital menos amargurada, e com quem Alice criava várias teorias de como seria a vida lá fora. O rapaz sofria de Transtorno Bipolar, por isso a personalidade do Chapeleiro, na história, o mostrava por vezes alegre, outras vezes depressivo, tanto calmo, como em outro momento irritado.

A Lebre, companheira do Chapeleiro, era a menina que dividia o quarto com ele. Ela sofria de depressão profunda, e Alice sempre a encontrava em um estado de terror e paranoia.


Alice na versão da Disney

O Gato de Cheshire era um dos enfermeiros, em quem Alice confiou, mas acabou por enganá-la e violentá-la. O sorriso do gato, aquele que é tão marcante, era na verdade o sorriso obscuro que seu agressor abria cada vez que lhe abusava, e a deixava jogada em um canto de seu quarto, triste.

A Rainha de Copas era a diretora do sanatório. Uma mulher má e desprezível, que não sentia sequer um pingo de compaixão em relação aos enfermos que estavam sob seus cuidados. Era a favor da terapia de choque e da lobotomia, e por diversas vezes ordenava que os funcionários espancassem, sedassem e prendessem aquele enfermos, que apresentavam comportamento que não lhe agradavam, em jaulas.

A Rainha Branca era sua mãe, uma mulher nobre e terna, que sofreu na pele o preconceito de ter uma filha doente, obrigada a abandonar a menina em um hospício, para nunca mais voltar a vê-la. As vagas lembranças que Alice possuía de sua vida, antes da internação, eram de momentos com sua mãe, e a ideia de revê-la a fazia pensar que o mundo fora dos muros do hospital seria um lugar melhor.


A Alice de Tim Burton

Os Naipes eram os enfermeiros do sanatório, apenas seguindo ordens o dia inteiro.

A Lagarta Azul era a sua terapeuta, aquela que lhe dava as respostas, que lhe explicava o que acontecia e com quem ela conversava.

Tweedledum e Tweedledee eram gêmeos siameses órfãos, que também estavam no hospital. Embora não possuíssem nenhum problema mental que justificasse a internação, a aparência que tinham era assustadora, por isso foram excluídos da sociedade.

O Rei de Copas era o médico psiquiatra do hospital. Alguém com complexo de inferioridade, que era incapaz de se opor às ordens da diretora.

Os frascos “Coma-me” e “Beba-me” eram as drogas que Alice tomava. Por serem extremamente fortes, a menina tinha sensações diferentes e alucinações, bem como se tivesse encolhido ou aumentado de tamanho.


"Beba-me"

Tudo isso foi criado pela menina como se fosse um mundo paralelo. Uma realidade menos dolorosa daquela em que Alice vivia. Ela já não podia suportar aquele local e tudo o que acontecia com ela ali dentro, então resolveu usar sua imaginação infantil em uma busca de amenizar toda a dor e o sofrimento que passava. A irmã mais velha de Alice é, na verdade, uma enfermeira do hospital, a quem a pequena era muito apegada. Essa enfermeira tinha um diário e nele anotava todas as histórias que Alice criava em sua mente. Todos os dias, ela ia até o quarto da menina para ouvir seus desabafos e as aventuras que criava em sua mente, sem deixar de anotar uma palavra sequer.


"Está tudo na sua cabeça, Alice."

Alice executa uma tentativa de fuga mas não obtém sucesso, e acaba detida pelos funcionários do sanatório. A diretora furiosa, manda que espanquem a garota e apliquem a terapia de eletrochoque, para que ela nunca mais volte a repetir a tentativa. Após o castigo, Alice torna-se agressiva e violenta, ao ponto da diretora decidir que a única saída para ela seria a lobotomia.

Alice viveu por muito tempo em um estado de “coma”. Ela nunca mais sorriu, tampouco falou. Devido a isso, teve seu corpo devastadoramente abusado, tanto, que acabou por ter hemorragia interna devido à violência empregada em um ato de estupro, e veio a falecer dessa complicação.




A enfermeira que escrevia suas histórias em um diário acabou por se afastar do sanatório, e Alice foi imortalizada como a menina sonhadora que viveu aventuras incríveis no País das Maravilhas.


Já conhecia essa versão da história da Alice? Deixe nos comentários!
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