12/07/2017

Aleister Crowley

Aleister Crowley, ou Edward Alexander Crowley, foi um membro da Ordem Hermética da Aurora Dourada e influente ocultista britânico, responsável pela fundação da doutrina Thelema. Hoje ele é conhecido por seus escritos sobre magia, como o Livro da Lei (o texto sagrado e central da Thelema), a Cabala e Tarot. Além de ser uma grande referência para diversos artistas.



Crowley foi um mago britânico, era hedonista, bissexual e crítico social. Sempre defendeu a liberdade pessoal e espiritual baseado-se em sua regra de "Faz o que tu queres". Por isso, ganhou larga notoriedade em sua vida e foi declarado pela imprensa do tempo como "O homem mais perverso do mundo." Além de suas atividades esotéricas, foi um premiado jogador de xadrez, alpinista, poeta e dramaturgo. Em 2001, uma enquete da BBC descrevia Crowley como sendo o 73º maior britânico de todos os tempos, por influenciar e ser referenciado por numerosos escritores, músicos e cineastas.




Em 1898, Crowley estava passeando em Zermatt na Suíça e encontrou o químico Julian L. Baker. Os dois começaram a falar sobre seus interesses em comum sobre alquimia. Ao retornar para a Inglaterra, Baker apresentou Crowley a George Cecil Jones (um membro da sociedade oculta conhecida como Ordem Hermética da Aurora Dourada) e este foi o início de sua carreira como mago. Crowley foi posteriormente iniciado na "Ordem Externa" da Aurora Dourada pelo líder do grupo, S. L. MacGregor Mathers no Salão de Mark Mason em Londres. Nesta cerimônia, Crowley aceitou seu lema e seu nome mágico de Frater Perdurabo, significando "Eu devo resistir até o fim." Logo em seguida, Crowley preparou duas acomodações diferentes; uma para a prática de Magia Branca e outra para a prática de Magia Negra.

Crowley desenvolveu durante sua vida um amor pela cultura escocesa, se descrevendo como "Senhorio de Boleskine" e começou a vestir o tradicional vestido das montanhas, até mesmo quando passeava por Londres. Entretanto, uma dissidência havia sido desenvolvida ao redor da Aurora Dourada, com MacGregor Mathers, o líder da organização, sendo deposto por um grupo de membros que estavam infelizes com seu regime autocrático. Crowley tinha inicialmente contatado esse grupo pedindo para ser iniciado em ordens superiores da Aurora Dourada, mas eles negaram a ele. Imperturbado, ele foi a MacGregor Mathers, que por uma grande quantia iniciou ele na Segunda Ordem. Agora leal a Mathers, ele e sua então amante Elaine Simpson tentaram ajudar a interromper a rebelião, mas por não obterem sucesso tentaram tomar o espaço de um local conhecido como a Abóbada de Rosenkreutz dos rebeldes.

Crowley também desenvolveu mais contendas pessoais com alguns dos membros da Aurora Dourada. Por exemplo, ele não gostava do poeta W.B. Yeats, que tinha sido um dos rebeldes, pois Yeats não era particularmente favorável a um de seus poemas, Jephthat. Ele também era antipático a Arthur Edward Waite, que despertava a ira de seus companheiros da Aurora Dourada com seu pedantismo. Crowley defendia que Waite era um chato pretensioso através de críticas aos escritos deles e editoriais de outros autores. Em seu periódico O Equinócio, Crowley intitulou uma de suas críticas de, "Wisdom While You Waite", e sua nota sobre o falecimento de Waite tinha o título de, "Dead Waite" (interpretado como "Peso Morto", aproximando a pronúncia de "weight", que significa peso)


O Livro T, ou Livro de Thoth

O chamado "Book of Thoth Tarot''', consiste em 78 ilustrações que antecipam a cultura psicodélica dos anos 60. As ilustrações foram pintados pela artista inglesa Frieda Harris entre os anos de 1938 e 1943, sob a supervisão de Aleister Crowley. As aquarelas foram compradas pelo Instituto Warburg em Londres, onde são mantidos hoje. O baralho foi impresso pela primeira vez em Dallas, em 1969, por Grady McMurtry, mas com apenas a cor vermelha. Por esta razão foi chamado "Sangreal One-Color Tarot". Só em 1977 o Thoth Tarot foi impresso com as cores originais, por US Games Systems e Samuel Weiser.




Influências no Rock
 
Crowley é conhecido até hoje devido às referências feitas a ele no rock n' roll dos anos de 1960 e 1970, através das bandas Led Zeppelin, Rolling Stones, Iron Maiden, The Beatles e Black Sabbath, e pelos cantores Bruce Dickinson, Ozzy Osbourne, David Bowie, Weverthon Patric, Raul Seixas, Ghostemane e John Frusciante.

Os primeiros a citar Crowley foram os Beatles. Por serem britânicos, os quatro membros da banda acreditaram que Crowley era uma personalidade influente o bastante para ser colocado na capa do disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Isso possibilitou que os próximos artistas tivessem conhecimento da obra de Crowley, que fazia uma boa combinação com a rebeldia e o anarquismo promovidos pelo rock n' roll.




O cantor e compositor brasileiro Raul Seixas foi um grande divulgador e seguidor da obra de Aleister Crowley. Suas principais canções sobre Crowley e a Thelema são "Sociedade Alternativa", "Novo Aeon", "Loteria de Babilônia" e "A Lei".



Uma das principais e provavelmente a mais explícita referência musical é a canção "Mr. Crowley" do cantor britânico Ozzy Osbourne que ao contrario dos outros músicos, Ozzy fazia uma crítica a Aleister Crowley. "Mr. Crowley" foi lançada no álbum Blizzard of Ozz, de 1980.

E Além disso, o nome do álbum do Ozzy "Diary of a Madman" (Diário de um Louco) é atribuído em "honra" a autobiografia de Aleister Crowley.




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